“Tenho 22 anos e já fiz minha programação para amar, mas acho que não vai dar certo”

Tenho 22 anos de idade. Pretendo comprar uma casa e morar só. A princípio, não pretendo casar. Quero casar quando eu tiver 30 anos de idade, seja por uma questão financeira ou de estrutura emocional. Pretendo fazer o seguinte: enquanto estiver morando só, vou namorar uma mulher ou várias por um bom tempo (5 anos) para adquirir experiência em relacionamentos, pois, já rejeitei vários namoros por estar focado em meus estudos e, portanto, não tenho muita experiência em relacionamentos. E pretendo ter um namoro sem sexo, pois sou cristão, e dependendo do namoro, pretendo casar. Porém, acho que não vou conseguir namorar sem sexo por cinco anos. E não quero casar cedo. Eis ai um conflito! Tendo em vista que sou evangélico (um homem que segue os princípios éticos da Bíblia) e que, portanto, não posso transar fora do casamento, e que pretendo namorar bastante para adquirir experiência em relacionamentos, o que devo fazer? Qual a atitude correta?

Savian responde:
Você falando, parece que é uma máquina ou um computador programável. Mas no fundo você sabe que não é assim, que as coisas não funcionam conforme o planejado. Ainda bem! Significa que você ainda tem contato com o ser humano que é.  Você não está sozinho nisso. Está cheio de gente assim: que se trata como se fosse uma máquina. Você acredita em
manuais. Você acredita em certo e errado, sem levar em consideração que cada um de nós é único e são únicas as nossas possibilidades. Outra coisa: o amor é que nos acontece e não somos nós que devemos colocá-lo em uma jaula de regras e condutas. Pensando e agindo desta forma você nunca vai amar. No máximo será politicamente correto, mas isto não á amor. O amor combina mais com uma atitude corajosa e menos com o controle. O coração e a alma devem ser os soberanos e não a mente limitada por conhecimentos emprestados.  Eu sei que é difícil para qualquer um ser autêntico. Dá medo. É mais fácil é seguir dogmas, fazer parte de um pensamento comum. Esta é uma forma de você não se responsabilizar. Você cumpre os deveres que vem de algum lugar. Mas, para amar, este caminho não serve. Só é possível amar a partir do conhecimento de si mesmo, de uma profunda conexão com você mesmo. Só assim você saberá o que serve ou não para si. Só assim você será verdadeiro o suficiente para amar.

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