APREENSÃO MASCULINA COM O RITUAL DO CASAMENTO

O ritual do casamento é essencialmente um rito de iniciação feminina, no qual um homem pode sentir-se de tudo, menos um herói vencedor. A única saída para os homens que sentem o casamento somente como um tolhimento da liberdade, é entender que nem todas as mulheres são tão castradoras quanto sua mãe e que o casamento é boa oportunidade para descobrir e se harmonizar com seu próprio componente feminino.
Sergio Savian – psicanalista especializado em relacionamentos
(agende sua consulta presencial ou à distância)

Amadurecer é bem mais que ser obediente

Grande parte das pessoas vive para cumprir protocolos e não têm ideia de quem realmente são. Foram criadas para obedecer e o fazem sem nenhum senso crítico. Se todo mundo faz assim, eu também devo fazer. Se meus pais disseram, eu acredito. Se o especialista falou, está falado. E quando estão em dúvida, perguntam para alguém qual caminho devem seguir. Elas não se responsabilizam por si mesmas, entregando a responsabilidade pelos erros e acertos aos outros. Para estas pessoas, maturidade significa ser igual a todos, estar na média da chamada normalidade. Elas não foram criadas para confiar em si mesmas, não foram criadas para desenvolver o próprio poder de discernimento. A elas falta intuição. Pensam sempre em manuais, no que está escrito. E não percebem que a vida é muito mais dinâmica que isso. A vida pede e dá muito mais do que está escrito. Elas não percebem que seus pais e seus orientadores também não resolveram a vida deles. E ao seguir a orientação de quem está perdido, ficarão perdidas também. Isto não significa que você não se informe, que não escute a opinião inteligente de quem é realmente maduro. Mas cada um deve ter seu próprio desenvolvimento. Amadurecer é outra coisa. Significa que você se dedica ao processo de autoconhecimento. E por isso, pergunta-se a todo momento o que serve ou não para si. Para amadurecer é preciso questionar. Para amadurecer é preciso experimentar. E, a partir da experiência de vida, com seus erros e acertos, compreender o quão único você é. O que você sente é seu e somente seu. Ninguém pode dizer que seu sentimento está certo ou errado. Só você mesmo é quem pode saber se quer ou não algo, ou por onde deseja ir. Só você é que pode decidir sua vida. Aí, sim, desta forma, se tornará maduro, maturidade real, e não ser um mero cumpridor de ordens.
Sergio Savian – psicanalista especializado em relacionamentos

Será que o mundo é dos espertos?

Não há problema em defender seus próprios interesses, contanto que você olhe para o lado e entenda que convive com outras pessoas que merecem também sua atenção. A famosa frase “Cada um por si e Deus por todos” endossa a atitude de muitos que fazem qualquer negócio para levar vantagem, mesmo que esteja prejudicando os demais. Agindo assim, com ganância, premiando-se com um tratamento VIP, furando fila, passando na frente e por cima de todos, traindo, apunhalando pelas costas, construímos relações muito conflituosas. Isto só acontece porque nos sentimos separados e ainda não entendemos que fazemos parte de um mesmo organismo vivo. A maneira como encaramos a natureza, destruindo-a a partir de interesses econômicos, o jeito que nos relacionamos com as pessoas, como se elas não tivessem nenhuma importância, é ignorante. Não percebemos que existe uma interligação sistemática entre tudo e todos. Enquanto não elevarmos a consciência a patamares mais altos, substituindo a esperteza pela união, compreendendo que somos todos um, viveremos em um mundo de muito sofrimento.

Sergio Savian – psicanalista especializado em relacionamento

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É possível ser ignorante de si mesmo e feliz ao mesmo tempo?

Não. A felicidade não é tão óbvia nem acontece porque você se declara feliz. O ser humano se torna integrado, tranquilo, produtivo, criativo e feliz somente quando realiza seu processo de individuação, e isto significa que, por meio do autoconhecimento você consegue que seu consciente e inconsciente aprendam a conviver em paz e completando-se um ao outro. Antes disso, na ignorância de si, você pode até viver em aparente felicidade, mas as forças do inconsciente atuarão sem cessar por meio de comportamentos que, com certeza, o levarão a doenças e conflitos. Por exemplo, você pode encontrar uma família enquadrada na chamada normalidade, mas um de seus membros irá manifestar a sombra, aquilo que não é admitido pelo grupo. O que fica escondido no inconsciente ganha cada vez mais força, aumentando o desejo para que seja manifesto, no caso, pela “ovelha negra” da família. Criamos defesas neuróticas na tentativa de nos mantermos em equilíbrio. Mas estes mecanismos não são totalmente eficientes. Você engorda, se droga, bebe muito, projeta seus problemas nos outros, vive pendurado no celular, acredita em histórias de carochinha, defende-se como pode, tudo para não encarar a própria realidade. E quando alguém pergunta se é feliz, você declara em alto e bom tom que sim. Mas não sabe o que está dizendo. Qualquer observador mais atento verá que é apenas um disfarce, uma fraude. O único caminho para a felicidade é consequência de uma sincera dedicação em se tornar consciente de si. O resto é conversa!
Sergio Savian – psicanalista especializado em relacionamentos (agende uma consulta presencial ou à distância)

Como você lida com o sentimento de desamparo?

Ao se dar conta do lugar que ocupamos na imensidão do universo, é bem capaz que nos sintamos insignificantes e desamparados. Logo ao nascermos, ao sair do confortável aconchego uterino, experimentamos a vulnerabilidade diante da hostilidade deste mundo para o qual viemos. Problemas não faltam. A segurança é mais um mito que realidade, as incertezas são muitas. A morte é certa. Você pode esconder esta realidade por debaixo do tapete e ocupar-se o tempo todo para desviar do assunto. Alguns vivem correndo atrás do dinheiro, outros da fama, da beleza, muitas maneiras para sentir-se importante. Mesmo assim, um dia a casa cai e você se dá conta que tudo isso não é de verdade. Você se dá conta da sua insignificância diante do cosmos. E aprende a conviver com esta realidade. É assim que fica humilde para viver com mais simplicidade. É assim que fica pronto para reconhecer o que realmente importa. É assim que aprende a viver com mais amor. Admite seu desamparo, suporta a dor do vazio e se fortalece para viver com sabedoria.
Sergio Savian – psicanalista especializado em relacionamentos
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A generosidade alimenta o egoísmo

Nos acostumamos a pensar que o sujeito generoso é um cara bom e que o egoísta é quem está com problemas, mas não é bem assim. Sendo solícito o tempo todo você acostuma mal quem vive ao seu lado, estabelecendo uma relação desequilibrada, onde um só oferece e o outro só recebe. A generosidade é uma virtude humana, mas quando se torna um comportamento único, acaba trabalhando a favor da vaidade: “Olha como eu sou bom”, “Veja como sou desapegado”. Sendo excessivamente generoso você infantiliza quem vive ao seu lado, que recebe muita atenção, se acomoda, e não faz o próprio esforço para conquistar o que precisa. O egoísmo não existiria se não houvesse a generosidade. O generoso precisa de dependentes e o egoísta precisa de alguém que o ampare. Um não vive sem o outro. A base dos bons relacionamentos está no equilíbrio entre o dar e o receber. E isso só se alcança quando você para de olhar para fora de si e se dedica ao autoconhecimento. Somente assim se liberta de antigos conceitos e padrões, dando-se o direito de viver relações justas, quando o dar e o receber são exercidos pelos dois.
Sergio Savian – psicanalista especializado em relacionamentos
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A culpa pode ser do outro, mas a raiva é sua

Sentir raiva é humano, significa que você está vivo, que suas emoções estão funcionando. Se você é muito polido e educado e tem sua raiva completamente controlada, algo de muito errado está acontecendo. Sendo assim, qualquer um pode invadi-lo, pode manipulá-lo, pode passar a perna em você. Sem raiva, você não se protege, fica sem dignidade. Além disso, é a raiva que nos move para conquistar novos espaços. Você enfrenta os desafios, avança na vida. Este é o lado bom da raiva. Mas também existe o lado ruim. É quando você fica remoendo uma história por muito tempo, quando a raiva se transforma em ódio. Quando você fica obsessivo e só pensa na mesma coisa. Quando se torna vingativo. Faz planos para acabar com o outro. Resolva sua raiva o mais rápido possível, caso contrário ela o irá consumir. Você ficará doente. Sua vida se tornará um inferno. Um bom parâmetro é não deixar que a raiva se estenda por mais de 24 horas. Não deixe que ela passe para o dia seguinte. Faça alguma coisa. Vá para frente do espelho, olhe para seus olhos, e veja como você está feio quando sente raiva. A culpa pode ser do outro, mas a raiva é sua. Exatamente por isso, algo pode ser feito. Mude sua maneira de pensar. Vá correr no parque. Descarregue sua tensão e alimente seu ser de coisas boas. Livre-se da raiva e volte a ser o que você é na essência, um sujeito amoroso. Não é melhor assim?
Sergio Savian – psicanalista especializado em relacionamento
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O que está por trás de uma mente preconceituosa?

Quando você julga e avalia os outros de acordo com o que entende como certo e errado, pode ser que esteja escondendo a própria vulnerabilidade. O preconceituoso é narcisista. Ele pensa que o mundo deveria ser parecido com ele. Não admite a diversidade. Não admite as diferenças. Não reconhece que cada um é único, que cada um deve saber o que é bom ou não para si. Você acha que sabe mais, que é bem resolvido, e pensa que outros são errados, fracos, ignorantes, pisam na bola, irresponsáveis. Você é o perfeito, o que deve ter a última palavra, o que tem razão. Mas será que isso é verdade? Será que este jeito de pensar funciona? Ou você estaria vivendo relações conflituosas, que não saem do lugar? Uma análise mais minuciosa mostra que todos nós temos um lado mal resolvido, escuro. Por que então perder seu precioso tempo com os defeitos alheios se você mesmo os tem e precisa de muita energia para resolvê-los? Ao invés de tomar conta da vida dos outros, como seria se cada um aprendesse a tomar conta da própria vida? Ser maduro não é cumprir normas impostas de fora para dentro. Ser maduro não é sinônimo de ser obediente. Para que a real maturidade ocorra é preciso se rebelar, colocar uma peneira nas ordens impostas, e reconhecer o que é bom ou não para si, de fato. Para amadurecer é preciso errar muito, e pouco a pouco, reconhecer os erros, e acertar. Mas não esqueça que certo e errado não são absolutos e devem ser avaliados no contexto de cada um.
Sergio Savian – psicanalista especializado em relacionamento
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Pais que boicotam o crescimento dos filhos

Ao ser indagado sobre o amadurecimento dos filhos, dificilmente algum pai diria que é contra, mas na prática não é bem isso que ocorre. A maneira como atuam inibe o crescimento dos jovens, que permanecem infantis mesmo ao atingirem a vida adulta – não crescem emocionalmente, não conquistam sua independência. Por que isso acontece? Trata-se de pais que falam uma coisa e fazem outra. Com as palavras, eles incentivam e cobram, na ação, fazem de tudo para que os filhos não cresçam. De um lado, são críticos, com um rígido padrão de valores, estabelecendo metas ideais, muitas vezes defasadas da realidade, de outro, dão tudo de mão beijada. Cria-se assim um círculo vicioso quando o proposto nunca é alcançado, e por isso o jovem oscila entre acomodar-se ou sentir-se incapaz. Em outras palavras, estará sempre devendo. Pode ser que eles tenham batalhado muito para conquistar uma boa posição na vida e acreditam que os filhos não devam passar por todas as dificuldades pelas quais eles passaram. Assim, não permitem que os filhos façam o necessário esforço. No fundo, eles são muito carentes e não têm interesse algum em ver os filhos tomarem o próprio rumo, alimentando a fantasia de tê-los eternamente ao seu lado. Outros, bem competitivos, fazem de tudo para rebaixar os filhos à posição de perdedores. Poderíamos descrever muitas outras maneiras de criarmos seres dependentes, o importante porém é colocarmos a mão na consciência e reconhecermos nossos equívocos com muita honestidade, ao invés de sistematicamente apontar a culpa alheia. Esta não é uma questão fácil de ser debatida pois toca na sombra de muitos, mas enquanto não a olharmos de frente, continuaremos perpetuando um comportamento que causa bastante frustração.
Sergio Savian – psicanalista especializado em relacionamentos
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