O que est√° por tr√°s de uma mente preconceituosa?

Quando voc√™ julga e avalia os outros de acordo com o que entende como certo e errado, pode ser que esteja escondendo a pr√≥pria vulnerabilidade. O preconceituoso √© narcisista. Ele pensa que o mundo deveria ser parecido com ele. N√£o admite a diversidade. N√£o admite as diferen√ßas. N√£o reconhece que cada um √© √ļnico, que cada um deve saber o que √© bom ou n√£o para si. Voc√™ acha que sabe mais, que √© bem resolvido, e pensa que outros s√£o errados, fracos, ignorantes, pisam na bola, irrespons√°veis. Voc√™ √© o perfeito, o que deve ter a √ļltima palavra, o que tem raz√£o. Mas ser√° que isso √© verdade? Ser√° que este jeito de pensar funciona? Ou voc√™ estaria vivendo rela√ß√Ķes conflituosas, que n√£o saem do lugar? Uma an√°lise mais minuciosa mostra que todos n√≥s temos um lado mal resolvido, escuro. Por que ent√£o perder seu precioso tempo com os defeitos alheios se voc√™ mesmo os tem e precisa de muita energia para resolv√™-los? Ao inv√©s de tomar conta da vida dos outros, como seria se cada um aprendesse a tomar conta da pr√≥pria vida? Ser maduro n√£o √© cumprir normas impostas de fora para dentro. Ser maduro n√£o √© sin√īnimo de ser obediente. Para que a real maturidade ocorra √© preciso se rebelar, colocar uma peneira nas ordens impostas, e reconhecer o que √© bom ou n√£o para si, de fato. Para amadurecer √© preciso errar muito, e pouco a pouco, reconhecer os erros, e acertar. Mas n√£o esque√ßa que certo e errado n√£o s√£o absolutos e devem ser avaliados no contexto de cada um.
Sergio Savian – psicanalista especializado em relacionamento
(agende uma consulta presencial ou √† dist√Ęncia)

Pais que boicotam o crescimento dos filhos

Ao ser indagado sobre o amadurecimento dos filhos, dificilmente algum pai diria que é contra, mas na prática não é bem isso que ocorre. A maneira como atuam inibe o crescimento dos jovens, que permanecem infantis mesmo ao atingirem a vida adulta Рnão crescem emocionalmente, não conquistam sua independência. Por que isso acontece? Trata-se de pais que falam uma coisa e fazem outra. Com as palavras, eles incentivam e cobram, na ação, fazem de tudo para que os filhos não cresçam. De um lado, são críticos, com um rígido padrão de valores, estabelecendo metas ideais, muitas vezes defasadas da realidade, de outro, dão tudo de mão beijada. Cria-se assim um círculo vicioso quando o proposto nunca é alcançado, e por isso o jovem oscila entre acomodar-se ou sentir-se incapaz. Em outras palavras, estará sempre devendo. Pode ser que eles tenham batalhado muito para conquistar uma boa posição na vida e acreditam que os filhos não devam passar por todas as dificuldades pelas quais eles passaram. Assim, não permitem que os filhos façam o necessário esforço. No fundo, eles são muito carentes e não têm interesse algum em ver os filhos tomarem o próprio rumo, alimentando a fantasia de tê-los eternamente ao seu lado. Outros, bem competitivos, fazem de tudo para rebaixar os filhos à posição de perdedores. Poderíamos descrever muitas outras maneiras de criarmos seres dependentes, o importante porém é colocarmos a mão na consciência e reconhecermos nossos equívocos com muita honestidade, ao invés de sistematicamente apontar a culpa alheia. Esta não é uma questão fácil de ser debatida pois toca na sombra de muitos, mas enquanto não a olharmos de frente, continuaremos perpetuando um comportamento que causa bastante frustração.
Sergio Savian – psicanalista especializado em relacionamentos
(agende uma consulta presencial ou √† dist√Ęncia)

Amor ou carência afetiva?

Voc√™ tem alguma d√ļvida de que est√° faltando amor em nossas vidas? √Č s√≥ olhar para os lados e ver o quanto as pessoas est√£o ocupadas com muitas outras coisas, menos com o amor.
Quando voc√™ diz que deseja amar, que deseja amor, √© verdade, mas tamb√©m √© verdade que a maneira como tem levado as rela√ß√Ķes nem sempre chega onde voc√™ quer.
Com humildade, questionamos nosso comportamento. S√£o muitas as confus√Ķes que fazemos, por exemplo, n√£o sabemos diferenciar o amor da car√™ncia de afeto.
√Č por isso que eu criei o Semin√°rio sobre o amor, com encontros mensais para aprendermos a nos relacionar com mais intelig√™ncia emocional.
O primeiro módulo foi fantástico. O seleto grupo que reunimos interagiu, cresceu e agora estão reunidos no Grupo do AMOR, trocando ideias, encontrando-se presencialmente, aprofundando a amizade. Isso é que está faltando: menos selfies e mais olho no olho, menos isolamento e mais convivência.
√Č certo que ficar sozinho pode ser muito bom, afinal, quem n√£o sabe ficar s√≥, quem n√£o d√° conta do seu pr√≥prio vazio, n√£o consegue estabelecer relacionamentos de qualidade. Mas a solid√£o n√£o resolve. Precisamos de companhia, precisamos de bons interlocutores para nossas vidas.
Estamos aprendendo muito aqui no Semin√°rio sobre o amor. Estamos fazendo amizades.
No dia 16 de setembro iremos nos reunir outra vez, aqui em São Paulo. E, se você ainda não participou, fica aqui meu convite. Venha! Venha se encontrar com gente muito linda que ainda acredita no amor, no amor com os pés no chão, de verdade, sem neuras.
Para saber mais e fazer sua inscrição consulte a página www.sergiosavian.com.br/maisamor, ligue para (011) 2368-9305 ou escreva para atendimento@sergiosavian.com.br.
Estou te esperando!
Obs.: Estes encontros ocorrem aos s√°bados, as 9 √†s 17 horas, na regi√£o da Av. Paulista. √Č aconselhado para homens e mulheres de todas as idades, solteiros e casados, que desejam aprimorar seus relacionamentos.

 

Com a meditação você aumenta a auto-estima

Para se conhecer mais e ter um bom contato consigo mesmo, a medita√ß√£o √© fundamental. Entenda o que isso significa. Voc√™ est√° em estado meditativo sempre que conseguir viver no momento presente de maneira √≠ntegra, sem apego aos conceitos e preconceitos, sem julgar. Para meditar √© preciso ir al√©m da sua maneira mec√Ęnica de ser, parando de inventar a realidade, conectando-se com ela de forma direta. Mas esta n√£o √© uma tarefa f√°cil, pois estamos completamente impregnados de um pensar, sentir e agir que nos afasta do estado meditativo. O primeiro passo √© entender e abrir m√£o da ilus√£o que √© sempre limitante e nos faz sofrer. Na medita√ß√£o voc√™ tem uma √≥tima rela√ß√£o de auto-estima consigo mesmo, por isso, quando voc√™ diz que n√£o tem paci√™ncia para meditar, tamb√©m est√° dizendo que n√£o tem paci√™ncia para estar consigo mesmo, que n√£o gosta da sua pr√≥pria companhia. Auto-estima significa exatamente isso – que voc√™ tem estima por si, que sabe ficar consigo, que se trata bem. E esta tamb√©m √© a base para voc√™ relacionar-se bem com os demais. A medita√ß√£o desocupa sua mente, abrindo espa√ßo para os conte√ļdos do inconsciente, quer sejam pessoais, coletivos ou at√© mesmo c√≥smicos. Assim voc√™ se amplia rumo √† totalidade. Mas como chegar a este ponto que parece t√£o distante? O caminho √© o autoconhecimento e um bom mestre que aponte trilhas fundamentais para esta que √© a melhor jornada da vida.
Sergio Savian Рpsicanalista especializado em relacionamentos e professor de meditação

Desconfie do próprio ego

Cada um tem seu ego e n√≥s o constru√≠mos a partir das experi√™ncias de vida, com todas as dificuldades que encontramos pelo caminho. O ego existe para nos defender, para lidar com este mundo cheio de contradi√ß√Ķes. Assumimos um “modus operandi” que fazia sentido no momento em que nos sentimos amea√ßados e o problema √© que continuamos atuando da mesma forma, mesmo que as circunst√Ęncias atuais sejam completamente diferentes. Neste sentido, o ego, al√©m de equivocado, faz com que os conflitos se perpetuem num c√≠rculo viciosos de sofrimento para si e para os outros. Se voc√™ quer sair disso, √© preciso que olhe para si de forma cr√≠tica, desconfiando do pr√≥prio ego. Fa√ßa de tudo para conhec√™-lo. N√£o o leve t√£o a s√©rio. Aprenda a rir de si. E como √© mais f√°cil ver o ego dos outros, talvez seja preciso que algu√©m o ajude, funcionando como um espelho nesta tarefa. Se continua a rodar em falso, repetindo os mesmos erros, a vida passa e voc√™ a desperdi√ßa. Coragem! Olhar para a pr√≥pria sombra n√£o √© para qualquer um. Mas vale a pena, pois s√≥ assim voc√™ para de usar a energia nos conflitos, liberando-a para uma vida plena, realizada e feliz.
Sergio Savian – psicanalista especializado em relacionamentos

Se ainda pretende amar, reconheça o lado sutil da vida

Muitos querem amar, poucos conseguem. Qual √© a dificuldade? Para amar voc√™ precisa sentir e a√≠ reside o problema. Por v√°rios motivos os sentimentos foram bloqueados e n√£o conseguem mais fluir. As crian√ßas pequenas sentem muito, os adultos s√£o travados. Durante a vida, passamos por alguns traumas, humilha√ß√Ķes e experi√™ncias emocionais desagrad√°veis e, para sobreviver, adquirimos mecanismos de prote√ß√£o, afastando-nos de qualquer possibilidade de sofrer. Al√©m disso, com os h√°bitos contempor√Ęneos – correria do dia-a-dia, muito trabalho, tr√Ęnsito, competitividade e rela√ß√Ķes desonestas, precisamos nos anestesiar. A “cultura do conforto”, que pretende evitar todo e qualquer tipo de sofrimento, nos torna artificiais. Para ter vida afetiva, precisamos lidar com o lado n√£o racional, com a intui√ß√£o, fazer conex√Ķes que v√£o al√©m da l√≥gica. E n√£o √© poss√≠vel ter sua brandura de volta se n√£o recuperar o corpo que sente, dedicando-se ao mundo interior, √† observa√ß√£o de si mesmo, dos seus desejos, das emo√ß√Ķes, dos pensamentos, do corpo. Tamb√©m precisa reconhecer e expressar aquilo que sente. Este √© o caminho. Quer dizer, se voc√™ ainda pretende amar, n√£o h√° outra maneira sen√£o reconhecer o lado sutil da vida.

Sergio Savian – psicanalista especializado em relacionamentos

Sentir-se em paz

Mais do que uma palavra ou conceito, a paz √© um sentimento. Ou voc√™ a sente ou n√£o. N√£o h√° meio termo. Esta compreens√£o √© muito importante para os conturbados dias de hoje. Existem dois caminhos para sua vida e voc√™ precisa escolher por qual deles quer andar. De um lado encontramos o conflito, a guerra, o caminho dos problemas. Este √© o caminho que a maior parte da humanidade tem adotado para suas vidas. No geral estamos completamente viciados nos problemas. Existe a ilus√£o de que, quanto mais prestarmos aten√ß√£o nos problemas, iremos resolv√™-los desta maneira. Mas nem sempre √© isto o que ocorre. Colocamos aten√ß√£o no conflito, ficamos indignados e bravos. E os problemas aumentam sempre. Eles ficam cada vez mais complexos. √Č s√≥ olhar para a humanidade hoje e ver o que est√° acontecendo. Cada um com suas raz√Ķes, ningu√©m se entende. De outro lado voc√™ tem a boa vontade, o agradecimento, o n√£o-problema, a paz verdadeira. N√£o existe uma paz abstrata, por decreto. Ela √© um estado de esp√≠rito que voc√™ conquista quando se desarma, quando consegue relaxar. Voc√™ sai do estresse, decidindo que n√£o vale a pena sair por a√≠ brigando com tudo e com todos. Voc√™ consegue ver o ponto de vista alheio, sem se sentir amea√ßado pelas diferen√ßas. Voc√™ faz tudo para desfrutar o lado bom e gostoso da vida. A√≠ sim, estar√° apto para dizer: “Eu sei o que √© a paz”.
Sergio Savian – psicanalista especializado em relacionamentos
(agende uma consulta pelo telefone 11 2368-9305 ou pelo email atendimento@sergiosavian.com.br)

Como fazer uma boa escolha amorosa?

Entrevista de Sergio Savian* para o Portal UOL

√Č verdade que algumas pessoas t√™m “dedo podre” na hora de escolher um pretendente, ou seja, escolhem mal e geralmente repetem os mesmos erros?
Sim, é bastante comum encontrar pessoas que fazem péssimas escolhas amorosas. Além disso, estas pessoas também são inábeis na forma como conduzem seus relacionamentos.

Por que isso geralmente acontece? Quais as causas que podem estar por tr√°s dessas escolhas inadequadas, que trazem sofrimento?
A repeti√ß√£o de padr√Ķes ruins de relacionamento se deve a assuntos que est√£o mal resolvidos dentro de cada um. N√£o √© uma quest√£o somente de sorte ou azar. Isso depende dos modelos que tivemos sobretudo na inf√Ęncia que tendem se reproduzir ou buscar compensa√ß√£o no mundo adulto.

√Č poss√≠vel mudar esse comportamento? De que forma?
Sim, √© poss√≠vel mudar, contanto que a pessoa se dedique ao autoconhecimento. Por meio de boas terapias, leituras e outros trabalhos, voc√™ vai compreendendo quem √©, como age, como repete situa√ß√Ķes inconvenientes. Vai desenvolvendo a auto-estima at√© o ponto em que n√£o permite mais que as situa√ß√Ķes neur√≥ticas dominem sua vida. Neste caminho, chega a hora em que suas escolhas s√£o mais conscientes e a favor de si mesmo, n√£o contra.

Existem estratégias que podem ser aprendidas/desenvolvidas, para melhorar o processo de escolha na hora da paquera? Pode dar exemplos?
O lado racional deve acompanhar os instintos e a intui√ß√£o. Quanto mais natural voc√™ for, mais condi√ß√Ķes ter√° de compreender a linguagem da aproxima√ß√£o. Voc√™ n√£o se deixa enganar pelas palavras. D√° mais aten√ß√£o √† comunica√ß√£o n√£o verbal e √†s atitudes dos outros. As palavras mentem, as atitudes mostram quem voc√™ realmente √©.

√Č poss√≠vel que a pessoa esteja dando import√Ęncia a requisitos que n√£o s√£o t√£o relevantes e deixando pontos fundamentais de fora? Como ajustar isso, individualmente?
Para fazer uma boa escolha é preciso ter bons fundamentos. Valores superficiais como beleza, dinheiro, fama ou poder não garantem que você terá um bom relacionamento. Valores mais profundos como respeito, verdade, generosidade e companheirismo são uma boa base para a relação dar certo.

Muitas pessoas utilizam poucos crit√©rios na “sele√ß√£o” s√≥ por medo de ficarem sozinhas? Por que isso n√£o funciona?
Quando você entra para uma relação porque não suporta ficar só, acaba aceitando qualquer coisa. Muito carente, você fica refém de sádicos e psicopatas, que precisam de uma presa frágil.

H√°, por outro lado, pessoas que n√£o conseguem captar facilmente os sinais de que a pessoa n√£o √© adequada ao que espera de um par? E como fazer para ligar esse “radar” e mant√™-lo funcionando bem?
Pessoas muito mentais n√£o conseguem captar as entrelinhas da rela√ß√£o. A intelig√™ncia emocional pode ser desenvolvida por meio de trabalhos corporais, como a express√£o corporal, a bioenerg√©tica, dan√ßas espont√Ęneas, contato com a natureza, terapia corporal, medita√ß√£o, xamanismo, dentre outros. Trata-se de reconectar com seu lado natural, instintivo. √Č esse lado que tem o poder de discernimento entre o que te faz bem ou n√£o.

Vale contar com a ajuda de pessoas de fora, caso a pessoa sempre faça escolhas equivocadas? Um amigo em quem confie, por exemplo? Se for mulher, é melhor consultar um amigo homem? E vice-versa?
√Č sempre bom ter ineterlocutores confi√°veis e inteligentes para conversar, para escutar a opini√£o. Entretanto √© preciso ter cuidado com o ponto de vista de um leigo, que pode carecer de sabedoria. O ideal √© procurar um profissional, um terapeuta ou psicanalista que te ajuda a abrir os olhos e fazer melhores escolhas.

Como filtrar comentários que vêm de fora? E da família?
Nem sempre os coment√°rios s√£o bons. Podem estar muito impregnados de preconceitos. Nem sempre a fam√≠lia tem raz√£o. Em √ļltima an√°lise √© voc√™ quem precisa afiar suas antenas. Somente errando e acertando muitas vezes voc√™¬† vai desenvolver a habilidade de escolher melhor.

Mesmo percebendo que a pessoa é inadequada, muita gente se acomoda, pois não sabe dar o fora. Como lidar com isso?
Por car√™ncia, falta de criatividade e de auto-estima, alguns acabam se acomodando com rela√ß√Ķes de p√©ssima qualidade. Acreditam que n√£o encontrar√£o ningu√©m melhor. Nestes casos √© preciso acordar, entender que merecem uma vida mais digna. Terapia ajuda muito.

√Č comum que as pessoas se assustem ao se deparar com algu√©m que parece perfeito demais? Por que isso acontece?
Perfeito ninguém é, e se alguém se declara sem defeitos, é bom desconfiar. Por outro lado existem pessoas que estão bem, que saíram da neurose, relacionando-se com mais leveza. Só o tempo dirá se a pessoa está disfarçando ou é real.

Nessas situa√ß√Ķes, pode ser que as pessoas, inconscientemente, se afastem, com medo de sofrer?
Um dos grandes problemas das rela√ß√Ķes s√£o as suposi√ß√Ķes que acabam com os relacionamentos. Afastar-se por medo de sofrer denota um medo que nada tem a ver com a realidade, que ainda n√£o foi testada. √Č uma atitude neur√≥tica.

Há, por outro lado, pessoas que só arrumam parceiros legais. Essas pessoas têm apenas sorte? O que é possível aprender com elas?
N√£o √© uma quest√£o de sorte ou azar. Essas pessoas t√™m habilidade para escolher bem. Ou porque tiveram boas refer√™ncias na sua hist√≥ria, em sua forma√ß√£o, ou porque j√° se trataram. Assim, elas conseguem enxergar e se comprometer com rela√ß√Ķes ben√©ficas.

*Sergio Savian é psicanalista especializado em relacionamentos. Saiba mais sobre seu trabalho em www.sergiosavian.com.br. Veja como funciona o Seminário sobre o Amor, se gostar, inscreva-se: www.sergiosavian.com.br/maisamor

O pecado de cada um

Ser√° que a mesma tabelinha de pecados serve para todo mundo, ou cada um de n√≥s merece ser avaliado individualmente? Afinal, o que faz mal para uns, pode n√£o faz mal para outros. Al√©m disto, a cada momento da vida, mudam as nossas necessidades. Por isso √© fundamental que nos atualizemos constantemente em rela√ß√£o a n√≥s mesmos. Dedicando-se ao autoconhecimento, voc√™ vai compreendendo o qu√£o √ļnico √©, o que serve ou n√£o para si, independentemente do que os outros dizem. S√≥ voc√™ mesmo √© que tem a autoridade para saber se est√° aproveitando ou desperdi√ßando a pr√≥pria vida. E ao descobrir suas repeti√ß√Ķes, ao descobrir que n√£o est√° jogando a seu favor, o que voc√™ faz? Como lida com seus aspectos sombrios? Voc√™ os reprime? Tenta se transformar em outra pessoa? Ou faz de conta que est√° tudo certo? Ser√° que isso funciona? N√£o estaria assim empurrando o mal para as profundezas do inconsciente, onde ele costuma ganhar ainda mais for√ßa? N√£o, n√£o √© f√°cil sair desta enrascada. Qualquer estrat√©gia para lutar contra o mal est√° destinada a fracassar! Diante deste dilema, que √© de todos n√≥s, s√≥ nos resta observar, observar e observar, sem julgamento, at√© que a observa√ß√£o traga cada vez mais luz √† consci√™ncia, e o pecado perca totalmente o sentido.

Sergio Savian – psicanalista especializado em relacionamentos