A vida pede mais consciência e profundidade

Você pode até se iludir, achando que é pura luz, mas isso não é real. O discurso politicamente correto é plano, sem profundidade. Todo mundo tem uma sombra, tem algum aspecto negativo em sua personalidade. Como não nos conhecemos o suficiente, empurramos os defeitos e os instintos indomáveis para uma região escura de nós mesmos. E o que não vê em si, você projeta nos outros. É mais conveniente assim. Então o não manifesto ganha força e fica apto para atuar sem a sua consciência e permissão, o que pode ser desastroso. No fundo você sabe que não é aquela pessoa editada que costuma mostrar aos outros, você sabe de que perna manca, apenas não confessa. “Se ninguém descobrir, estará tudo bem”, não é uma verdade. Sua consciência mais profunda diz que não está tudo bem. Em um bom trabalho de psicanálise interpretamos os sonhos que revelam o mau que tentamos esconder. Aprendemos que os conflitos guardados a sete chaves são um rico material para o autoconhecimento. Do excremento extraímos o adubo. Negar o que está na sombra é uma maneira de não crescer. Não reconhecê-la é manter-se na superfície do ser. Reconhecê-la é a única maneira para transcender.
Sergio Savian – psicanalista especializado em relacionamentos
(agende uma consulta presencial ou por Skype)

Por que as pessoas se tornam tão grosseiras em um relacionamento íntimo?

Enquanto as relações são superficiais fica mais fácil manter um bom nível de comunicação, mas na medida em que vai se criando intimidade, é bastante comum perder a linha e partir para a estupidez. As pessoas simplesmente baixam a guarda e deixam que a besta guardada dentro de si, se manifeste. Depois de algum tempo você perde o respeito, começa a colocar o outro para baixo, diz qualquer coisa, ofende, agride e conforme for, parte para a violência física. Assim, você transforma seu amor em um saco de pancadas. Alguns são mais sutis e usam a tática do silêncio, colocando o outro na geladeira, outros fazem greve de sexo, muitos batem a porta, sem contar os que gritam. Tudo para vencer mais uma batalha da guerra que chamam de relacionamento amoroso. Por que isso acontece? Você quer controlar, quer dominar e age assim. Cada um nasce com um temperamento, mais ou menos agressivo, mas muito do que somos é aprendido com os modelos que temos na infância. Os irmãos brigam, numa eterna disputa. Os pais se tratam de qualquer jeito. O desrespeito impera. Uma pessoa que não teve uma boa educação emocional, com certeza se tornará um adulto insuportável. Por isso, todos nós precisamos passar por uma reeducação dos sentimentos. Precisamos entender e lidar melhor com nossa agressividade. Só assim nos tornaremos menos bélicos e mais amorosos.

Sergio Savian – psicanalista especializado em relacionamentos
(agende uma consulta presencial ou à distância)

Você tem a pretensão de mudar alguém?

Cada um tem seu próprio ritmo para crescer e amadurecer. Por mais que você tente mostrar os caminhos que deve seguir, de nada adianta, se o outro não estiver no momento certo para isso. Qualquer frase que comece com “Você devia…” não funciona. O único dever de cada um é cuidar da sua própria vida sem atrapalhar os outros. Dando conselhos, sem que sejam solicitados, você cria sentimento de culpa no outro. E, se quiser provocar alguma mudança, comece por si, mudando sua própria atitude, e não dando conselhos. Pergunte-se: o que leva alguém sair por aí repetindo “Você devia, você devia, você devia…” Seria um complexo de superioridade? Seria uma forma de sentir-se por cima, colocando os outros para baixo? Antes de dar lição de moral, verifique se as pessoas estão realmente interessadas, caso contrário, é bem capaz que você provoque o afastamento daqueles que o consideram simplesmente muito chato.

Sergio Savian – psicanalista especializado em relacionamentos.

É você que dá tiro no próprio pé

É muita ingenuidade, para não dizer falta de autoconhecimento, achar que você não tem uma sombra. Todos nós, simplesmente pelo fato de sermos humanos, possuímos um lado escuro, que não queremos ver. É você que dá tiro no próprio pé, quer seja pelo que diz ou pelo que não diz, pelo que faz ou não faz. Os mais imaturos, por não se conhecerem, culpam os outros, responsabilizando-os por sua felicidade ou por sua infelicidade. Os mais maduros, olham para si. Não são os outros que nos atrapalham, que nos derrubam. Somos nós mesmos.  Em outras palavras, não existem tantas vítimas e tantos carrascos como pressupomos. Por isso, preste atenção, coloque a mão na sua consciência, e admita que está projetando seus próprios conflitos naqueles que estão ao seu lado. Se é que sobrou alguém.
Sergio Savian – psicanalista especializado em relacionamentos
(agende uma consulta/participe do Grupo de Meditação e Autoconhecimento/falecomsavian@gmail.com)

O prazer sexual está mais para uma boa brincadeira do que para uma chata tarefa de casa

O sexo, quando feito somente para a procriação, não precisa ser muito criativo, tampouco oferecer prazer. Pode ser um sexo básico, sem preliminares, sem muita história. Mas, em pleno século 21, queremos muito mais. Além de uma boa pegada, o sexo precisa de muita fantasia, que vai desde o romantismo até o sadomasoquismo. E se você for uma pessoa muito certinha, muito presa ao que é certo e errado, ao que é politicamente correto, muito “clean” e moralista, sinto muito, não fará um bom sexo. O tão almejado prazer sexual não se alcança com seriedade, mas provém do gingado, da sacanagem, da manipulação. Há quem se desenvolva no tantra, que é uma possibilidade de meditar e alcançar o êxtase junto com alguém no ato sexual, mas isso é para poucos. No geral, o prazer sexual está mais para uma boa brincadeira do que para uma chata tarefa de casa.

Sergio Savian – psicanalista especializado em relacionamentos.

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Sergio Savian
– psicanalista especializado em relacionamentos
(aconselhamento/terapia/grupo de medita̤̣o e autoconhecimento Рinforme-se)

De “felizes para sempre” para “a fila anda”

Lembra daqueles casais que se apaixonavam na adolescência, namoravam e viviam juntos até a velhice? Quantos assim você ainda vê? Era preciso acreditar muito e, principalmente, ter paciência e sabedoria para levar adiante uma relação tão duradoura. Também é possível que não se separassem por pura incapacidade de viver por conta própria, experimentando-se de outras maneiras. A moral mudou, o pensamento mudou e, no geral, as pessoas estão menos românticas e mais pragmáticas. E se a relação começa a derrapar, apresentando conflitos, não se pensa muitas vezes em terminar. Sem tantos ideais, nem muita pressão para continuarem juntos, substitui-se o “felizes para sempre” pela frase “a fila anda”. Mais liberdade e menos compromisso; mais autenticidade e, de certa forma, menos profundidade. Haveria um meio termo? Amor e liberdade podem ou devem coexistir?
Sergio Savian – psicanalista especializado em relacionamentos.
(agende uma consulta de aconselhamento)

A vida pede mudanças

Para que flua como um rio, a vida pede mudanças. Muitas vezes a necessidade de mudar vem de fora, quer seja no plano profissional ou pessoal, noutras vezes a necessidade é interior. Uma coisa é certa: quando você se acomoda por preguiça, medo ou indecisão perde a possibilidade de viver com tudo a que tem direito, mas, quando tem coragem para mudar, é recompensado por seus méritos.
Sergio Savian – psicanalista especializado em relacionamentos.
(agende uma consulta de aconselhamento/participe do Grupo de Meditação e Autoconhecimento. Peça informações.)

Em que ponto você está?

Você precisa se conhecer muito bem para saber em que ponto está. O mais comum é avaliar-se equivocadamente. Não se subestime acreditando que não pode ir muito longe, tampouco ache que vale mais do que é. Nada como a verdade. Olhe bem para suas qualidades e defeitos. Reconheça seus talentos. Aceite-se do jeitinho que é, nem mais nem menos. E a partir deste ponto, permita-se expandir. Naturalmente. E quando está no caminho certo, isto é, aquele que a alma aponta, não é necessário fazer muito esforço. Mas como chegar neste ponto? Como entender a linguagem de sua alma, compreender o que ela pede? Meditação e autoconhecimento. Não  há outra maneira!

Sergio Savian – psicanalista especializado em relacionamentos
(participe do grupo de meditação e autoconhecimento aos sábados, informe-se)

LENDA HINDU (sobre a meditação e o autoconhecimento)

Houve um tempo em que todos os homens eram deuses. Mas eles abusaram tanto de sua divindade que Brahma, o Mestre dos Deuses, tomou a decisão de lhes retirar o poder divino: resolveu escondê-lo em um lugar onde seria absolutamente impossível reencontrá-lo. Mas o grande problema era encontrar um esconderijo. Brahma convocou, então, um conselho dos deuses menores para resolver o problema:
– “Enterremos a divindade do homem na terra” foi a primeira ideia dos deuses.
– “Não, isso não basta, pois o homem vai cavar e encontrá-la”, respondeu Brahma.
Então os deuses retrucaram:
– “Então, joguemos a divindade no fundo dos oceanos”.
Mas Brahma não aceitou a proposta, pois achou que o homem, um dia iria explorar as profundezas dos mares e recuperaria.
Então os deuses menores concluíram:
– “Não sabemos onde escondê-la, pois não existe na terra ou no mar lugar que o homem não possa alcançar um dia”.
Então Brahma, sem saber mais o que fazer, recorreu à sabedoria do Grande Deus Mahadeva, o Senhor Shiva.
– “Eis o que vamos fazer com a divindade do homem, falou Mahadeva: vamos escondê-la nas profundezas dele mesmo, pois é o único lugar onde ele jamais pensará em procurá-la. O único caminho que o tornará capaz de reencontrar este poder, será através de Jñana (Conhecimento). Mas não será tão fácil, ele terá que driblar o poder de Maya (Ilusão) e de Anava (Egoísmo), e para isso, terá que reaprender a controlar a mente e os sentidos, observando a Lei Divina do Karma (Causa e Efeito).
Então Brahma ordenou que fossem criados os primeiros ashrams e as primeiras escolas de yoga e meditação.
Mas mesmo assim, conclui a lenda, o homem continua dando voltas na terra, voando, explorando, escalando, mergulhando e cavando, em busca de algo que se encontra dentro dele mesmo.
Namastê!
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