O preço do afeto

Antigamente você abria mão da sua individualidade para ter segurança, a segurança de estar inserido nos relacionamentos. Você precisava, a todo custo, casar, ter família e filhos. Quando se diz que casamento e família é tudo, é meia verdade. É tudo de bom, mas também pode ser tudo de ruim. Os laços afetivos acontecem impregnados de neuroses e perversões, uns querendo dominar, outros tendo que se submeter. Em nome de um certo e errado duvidoso, as regras impostas nos relacionamentos carecem de inteligência emocional. Com o tempo, tudo isso foi se evidenciando e já são muitas as pessoas que optaram por um rumo mais autônomo. Hoje, em pleno século vinte e um, aumenta o desejo pela liberdade de ser. E quanto mais liberdade você quer, mais precisa abrir mão da segurança, e isso é o oposto do que vinha ocorrendo nos séculos anteriores. Mas esta nova atitude também tem um preço. O preço do isolamento. Você não participa, não aprende a participar, e assim, não aproveita o lado bom das relações. Sua vida fica sem amor e sem afeto. Como vivemos em um período de transição, ainda teremos muito chão para que possamos chegar a uma boa síntese entre a liberdade e a segurança que as relações oferecem, que por sinal, continua muito desejada. Mas não é fácil chegar a este ponto de equilíbrio. Para tanto você precisa ter a consciência que só vem por meio de uma reflexão sincera, pelo autoconhecimento e a coragem de edificar relações mais inteligentes. Não há outra saída!
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