O amor na contramão

Eu não tenho nenhuma dúvida de que o amor está na contramão. Uma grande parte da humanidade está vivendo de uma maneira, num certo ritmo, que não combina com o amor. A gente não tem tempo para nada, sempre atrás do dinheiro, ocupado com o trabalho, preso no trânsito, estressado de alguma forma. E para amar você precisa de paciência, calma para sentir, tempo para se dedicar à relação, sutileza e cuidado para com o outro.
Vivemos em grandes centros urbanos, onde você nem sempre conhece o seu vizinho. As relações são cada vez mais impessoais. O sentir vai sendo “deletado” e nada é tão interessante para tocar o seu coração. Cenas e cenas de um cotidiano brutal nos faz acostumar com a ficção de um Blade Runner que virou realidade. A indiferença cresce e o compromisso é encarado como pura mão de obra.
Cada um fica na sua, tentando se tornar alguém apetitoso num grande supermercado do sexo. Os valores materiais estão em alta: academia, silicone, o ter e o não ter. Mas o amor precisa antes de mais nada que você seja. E isso é o mais difícil. Para ser, é preciso sair de toda essa roda-viva e se consultar; é preciso entender a sua natureza, que você é único e que o outro também o é.
Amor não combina com indiferença, pois deve levar a outra pessoa em consideração; ir na contramão da frieza, da intolerância, do egoísmo, do materialismo.
Sergio Savian – psicanalista especializado em relacionamentos. Participe do Seminário sobre o Amor. Dia 24 de fevereiro, em São Paulo, tema: LINGUAGEM CORPORAL. Saiba mais em 11 2368-9305 ou atendimento@sergiosavian.com.br

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