Na convivência íntima não dá para esconder quem você é

É bem comum que você se apresente de uma forma que no fundo não é. Por exemplo, para disfarçar a timidez, muitos empinam o nariz e se mostram autossuficientes ou até mesmo arrogantes. Pensando que serão melhor avaliadas, algumas pessoas contam vantagem, ostentando o que têm e o que não têm. Conheço quem se endivida para comprar um óculos escuros de marca que custa mais que seu próprio salário. Outros, precisam alardear seu conhecimento cultural ou até mesmo as viagens que faz. Tudo isso porque estão mais preocupados com a opinião dos outros e menos com o que realmente importa. Mas um dia a máscara cai. Na convivência íntima não dá para esconder quem você é. Suas fragilidades e defeitos ficam evidentes e tudo aquilo que você tentou esconder, aparece. Ao invés de se trabalhar de dentro para fora, amadurecendo, e isso requer muita dedicação e autoconhecimento, opta-se por uma vida superficial, de aparências. Com medo de ser desmascarado, evita-se as relações mais íntimas. Por isso (também), tanta gente vive só.
Sergio Savian – psicanalista especializado em relacionamentos
(agende uma consulta presencial ou por Skype)

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