Em nome do amor se cometem muitas atrocidades

Com um olhar mais atento você percebe que as relações chamadas amorosas são repletas de disputas, jogos de poder, controle e perversidade. Nas relações neuróticas o ego está em primeiro lugar. E o ego quer controlar, é competitivo, quer dominar. Assim, não há boa vontade que aguente! Você quer provar que o outro é pior que você. Por isso não reconhece os próprios defeitos e acusa seu companheiro ou sua companheira, de ser o único responsável pelo fracasso da relação. Mas isso não vai longe, serve apenas para inviabilizar o amor. Para amar você precisa de confiança e doação, que muitas vezes são substituídas por interesses escusos. Você quer provar que é melhor, que é bom e o outro, ruim. Não reconhece a importância dele em sua vida, achando que tudo o que ele faz não passa de obrigação. Não sabe agradecer. Todo time, para que seja bem-sucedido, é composto por indivíduos, cada um com sua função. E o time funciona bem quando há o reconhecimento de que todos são necessários. As relações amorosas também são assim. Você é bom em alguma coisa e o outro é bom em outra. Cada um dos dois faz sua parte, com gosto. Você gosta de servir. Se prontifica a ensinar o que sabe, e quando é solicitado, não esconde o leite. Quando é ajudado, aceita de bom grado e agradece. Reconhece e agradece. Substitui a briga pela cooperação e a harmonia. Este é o grande segredo de uma dupla amorosa com grandes chances de se dar bem.

Sergio Savian – psicanalista especializado em relacionamentos
(agende uma consulta presencial ou à distância)

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