É melhor se fazer de difícil?

Entrevista com Sergio Savian* para o Portal IG

Vale mais a pena, quando o assunto é paquera, demonstrar que está a fim e investir ou se fazer de difícil?
A paquera é um jogo que não se dá em linha reta. A comunicação deve ser oblíqua e isto significa que você vai se aproximando pelas bordas, deixando o outro em dúvida. Neste sentido funciona melhor quando você dá a entender que está a fim, mas ao mesmo tempo se retira para que ele fique confuso e intrigado. É assim que se conquista.

Essa ideia de se fazer de difícil está ultrapassada?
Não está ultrapassada. A mente humana é assim: queremos aquilo que é difícil e descartamos o que é fácil. Sempre funcionou assim e não há perspectiva de que isso mude.

Homens gostam de mulheres que demonstram o que querem?
Depende. Um homem muito machista e moralista prefere as mulheres mais recatadas. Um homem tímido reza para que uma mulher tome a iniciativa. Homens modernos não se importam.

Existe um limite para demonstrar este interesse?
Existe sim. Você dá a entender que deseja a outra pessoa. Marca sua presença. Demonstra suas qualidades. Depois disso tudo é inteligente que você fique na sua e espere que ela se manifeste. Se continuar insistindo, se desvaloriza.

Ou a mulher que toma a iniciativa ainda pode ser chamada de ‘fácil’?
Depende do contexto. Se já houve uma demonstração de interesses de ambas as partes, alguém deve tomar a iniciativa. Como os homens estão muito inseguros, este alguém pode ser muito bem a mulher. Mas, se ela for esperta, pode fazê-lo de forma sutil, atribuindo os créditos da paquera a ele.

*Sergio Savian é psicanalista especializado em relacionamentos. Saiba mais sobre seu trabalho no site www.sergiosavian.com.br