De “felizes para sempre” para “a fila anda”

Lembra daqueles casais que se apaixonavam na adolescência, namoravam e viviam juntos até a velhice? Quantos assim você ainda vê? Era preciso acreditar muito e, principalmente, ter paciência e sabedoria para levar adiante uma relação tão duradoura. Também é possível que não se separassem por pura incapacidade de viver por conta própria, experimentando-se de outras maneiras. A moral mudou, o pensamento mudou e, no geral, as pessoas estão menos românticas e mais pragmáticas. E se a relação começa a derrapar, apresentando conflitos, não se pensa muitas vezes em terminar. Sem tantos ideais, nem muita pressão para continuarem juntos, substitui-se o “felizes para sempre” pela frase “a fila anda”. Mais liberdade e menos compromisso; mais autenticidade e, de certa forma, menos profundidade. Haveria um meio termo? Amor e liberdade podem ou devem coexistir?
Sergio Savian – psicanalista especializado em relacionamentos.
(agende uma consulta de aconselhamento)

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