A generosidade alimenta o egoísmo

Nos acostumamos a pensar que o sujeito generoso é um cara bom e que o egoísta é quem está com problemas, mas não é bem assim. Sendo solícito o tempo todo você acostuma mal quem vive ao seu lado, estabelecendo uma relação desequilibrada, onde um só oferece e o outro só recebe. A generosidade é uma virtude humana, mas quando se torna um comportamento único, acaba trabalhando a favor da vaidade: “Olha como eu sou bom”, “Veja como sou desapegado”. Sendo excessivamente generoso você infantiliza quem vive ao seu lado, que recebe muita atenção, se acomoda, e não faz o próprio esforço para conquistar o que precisa. O egoísmo não existiria se não houvesse a generosidade. O generoso precisa de dependentes e o egoísta precisa de alguém que o ampare. Um não vive sem o outro. A base dos bons relacionamentos está no equilíbrio entre o dar e o receber. E isso só se alcança quando você para de olhar para fora de si e se dedica ao autoconhecimento. Somente assim se liberta de antigos conceitos e padrões, dando-se o direito de viver relações justas, quando o dar e o receber são exercidos pelos dois.
Sergio Savian – psicanalista especializado em relacionamentos
(agende uma consulta presencial ou à distância)

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