A diferença entre a fidelidade que nasce da satisfação sexual e a que nasce do medo e da moral

O mais comum é você se sentir inseguro em relação ao seu amor. Você tem medo de perdê-lo e cria estratégias para prendê-lo. Fica com ciúme, cobra, exige fidelidade, vai à igreja, promete, assina documentos como garantia de que ele não vai lhe escapar.

Mas tudo isso não funciona. Mais cedo ou mais tarde essas estratégias perdem sua força. É só olhar para o número de pessoas que traem, o número de pessoas que se divorciam, sem contar as que continuam casadas, mesmo que não sintam mais atração por seus parceiros.

Outra forma de amar é a partir da autenticidade, da liberdade e da consciência. Você se trabalha para sair das repressões, das neuroses, dos complexos, e como consequência, consegue ter uma vida afetiva-sexual com toda a satisfação que ela pode lhe dar.

E se você estiver satisfeito, bem satisfeito, é bem capaz de ficar tranquilo nas suas relações. Você não precisa se auto-afirmar, não precisa exercitar a vaidade, porque está simplesmente fluindo.

Você é fiel a si mesmo e acaba sendo fiel ao outro, não mais por obrigação, mas em decorrência do seu amadurecimento.

A fidelidade como norma e condição para um relacionamento é falsa e inconsistente, mas a fidelidade que acontece naturalmente, depois de um corajoso trabalho de autoconhecimento, é real.

Sergio Savian, autor deste texto,  é psicoterapeuta corporal. Saiba mais sobre seu trabalho no site www.sergiosavian.com.br