As aparências enganam

Nunca se mentiu tanto. O que vale é o interesse próprio, sem compromisso com a verdade. Você edita a imagem, edita o que escreve, o que fala. Tudo não passa de um jogo de palavras. Uns se fazem de vítimas, não assumindo os próprios erros, acusando os outros, distorcendo os fatos. Acusam, quando são eles os verdadeiros culpados. Outros pousam de bonzinhos, quando no fundo são crápulas. Sem contar os sedutores de plantão que prometem mundos e fundos, e depois de obterem o que desejam, simplesmente descartam os ingênuos que neles acreditaram. Por tudo isso, mais do que nunca, precisamos colocar a atenção no que está além das palavras; desenvolver a inteligência emocional, percebendo o que se esconde por detrás do discurso. Na ilusão de conseguir o que queremos sem esforço, compramos gato por lebre. Mas, só nos livraremos de tanto engodo aumentando a consciência, com os olhos e ouvidos bem abertos para entender quem somos, além das aparências, que nos enganam quase sempre. E nada como um dia após o outro para mostrar quem as pessoas realmente são. Não tire conclusões precipitadas!
Sergio Savian – psicanalista especializado em relacionamento
(agende uma consulta presencial ou à distância)

Cada um por si e todo mundo só

Uma cena patética com a qual nos acostumamos são pessoas totalmente focadas em seus aparelhos celulares, caminhando feito loucas, falando sozinhas, desconectadas do que está à sua frente. Qualquer pokemon é mais importante que os seres humanos ao seu lado. Estão presas ao buraco negro virtual que não permite estabelecer relações reais, cara a cara. A cultura narcisista de cada um por si, promove a ideia que nos bastamos e não precisamos dos outros. É muito informação e pouco aprofundamento, pouco amor. Narciso ficou embebedado com sua própria imagem no lago e os narcisos de plantão estão apaixonados por suas poses, caras e bocas na internet. É certo que as comunicações estão cada vez melhores, mas, as relações se tornam extremamente superficiais. Será que é possível compreender o que está acontecendo entre duas pessoas nas poucas linhas do Whatsapp? Você não vê o que os olhos expressam, não observa a atitude corporal, nem sempre ouve a entonação do que se diz. Nunca se mentiu tanto. Você diz uma coisa enquanto está fazendo outra. Produto disso são sentimentos desconectados, a sensação de vazio e isolamento. Nos misturamos com as máquinas e nos tornando parecidos com elas. Sobra uma enorme frustração que só será resolvida quando entendermos que somos feitos de carne, osso, coração, olhos, ouvidos, pele, sentimentos e uma alma que clama por sua presença.
Sergio Savian – psicanalista especializado em relacionamentos
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APREENSÃO MASCULINA COM O RITUAL DO CASAMENTO

O ritual do casamento é essencialmente um rito de iniciação feminina, no qual um homem pode sentir-se de tudo, menos um herói vencedor. A única saída para os homens que sentem o casamento somente como um tolhimento da liberdade, é entender que nem todas as mulheres são tão castradoras quanto sua mãe e que o casamento é boa oportunidade para descobrir e se harmonizar com seu próprio componente feminino.
Sergio Savian – psicanalista especializado em relacionamentos
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Amadurecer é bem mais que ser obediente

Grande parte das pessoas vive para cumprir protocolos e não têm ideia de quem realmente são. Foram criadas para obedecer e o fazem sem nenhum senso crítico. Se todo mundo faz assim, eu também devo fazer. Se meus pais disseram, eu acredito. Se o especialista falou, está falado. E quando estão em dúvida, perguntam para alguém qual caminho devem seguir. Elas não se responsabilizam por si mesmas, entregando a responsabilidade pelos erros e acertos aos outros. Para estas pessoas, maturidade significa ser igual a todos, estar na média da chamada normalidade. Elas não foram criadas para confiar em si mesmas, não foram criadas para desenvolver o próprio poder de discernimento. A elas falta intuição. Pensam sempre em manuais, no que está escrito. E não percebem que a vida é muito mais dinâmica que isso. A vida pede e dá muito mais do que está escrito. Elas não percebem que seus pais e seus orientadores também não resolveram a vida deles. E ao seguir a orientação de quem está perdido, ficarão perdidas também. Isto não significa que você não se informe, que não escute a opinião inteligente de quem é realmente maduro. Mas cada um deve ter seu próprio desenvolvimento. Amadurecer é outra coisa. Significa que você se dedica ao processo de autoconhecimento. E por isso, pergunta-se a todo momento o que serve ou não para si. Para amadurecer é preciso questionar. Para amadurecer é preciso experimentar. E, a partir da experiência de vida, com seus erros e acertos, compreender o quão único você é. O que você sente é seu e somente seu. Ninguém pode dizer que seu sentimento está certo ou errado. Só você mesmo é quem pode saber se quer ou não algo, ou por onde deseja ir. Só você é que pode decidir sua vida. Aí, sim, desta forma, se tornará maduro, maturidade real, e não ser um mero cumpridor de ordens.
Sergio Savian – psicanalista especializado em relacionamentos

Será que o mundo é dos espertos?

Não há problema em defender seus próprios interesses, contanto que você olhe para o lado e entenda que convive com outras pessoas que merecem também sua atenção. A famosa frase “Cada um por si e Deus por todos” endossa a atitude de muitos que fazem qualquer negócio para levar vantagem, mesmo que esteja prejudicando os demais. Agindo assim, com ganância, premiando-se com um tratamento VIP, furando fila, passando na frente e por cima de todos, traindo, apunhalando pelas costas, construímos relações muito conflituosas. Isto só acontece porque nos sentimos separados e ainda não entendemos que fazemos parte de um mesmo organismo vivo. A maneira como encaramos a natureza, destruindo-a a partir de interesses econômicos, o jeito que nos relacionamos com as pessoas, como se elas não tivessem nenhuma importância, é ignorante. Não percebemos que existe uma interligação sistemática entre tudo e todos. Enquanto não elevarmos a consciência a patamares mais altos, substituindo a esperteza pela união, compreendendo que somos todos um, viveremos em um mundo de muito sofrimento.

Sergio Savian – psicanalista especializado em relacionamento

Dê um upgrade em seus relacionamentos

(próxima data: 16/09 em São Paulo)

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Conduzido por Sergio Savian, psicanalista especializado em relacionamentos, o Seminário sobre o amor promove encontros mensais, com a participação de homens e mulheres que interagem para o estudo dos relacionamentos. É uma ótima oportunidade para fazer novas amizades com pessoas que estejam em sintonia com você. O Seminário sobre o Amor é o lugar certo para você ampliar sua consciência e acertar o passo com relacionamentos mais criativos, leves e saudáveis.

Os encontros ocorrem aos sábados, um por mês, das 9 às 17 horas, na região da Av. Paulista – São Paulo. São 5 módulos, cada um com um tema específico, que no conjunto proporcionam uma ótima reflexão, um marco em sua vida amorosa.

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É possível ser ignorante de si mesmo e feliz ao mesmo tempo?

Não. A felicidade não é tão óbvia nem acontece porque você se declara feliz. O ser humano se torna integrado, tranquilo, produtivo, criativo e feliz somente quando realiza seu processo de individuação, e isto significa que, por meio do autoconhecimento você consegue que seu consciente e inconsciente aprendam a conviver em paz e completando-se um ao outro. Antes disso, na ignorância de si, você pode até viver em aparente felicidade, mas as forças do inconsciente atuarão sem cessar por meio de comportamentos que, com certeza, o levarão a doenças e conflitos. Por exemplo, você pode encontrar uma família enquadrada na chamada normalidade, mas um de seus membros irá manifestar a sombra, aquilo que não é admitido pelo grupo. O que fica escondido no inconsciente ganha cada vez mais força, aumentando o desejo para que seja manifesto, no caso, pela “ovelha negra” da família. Criamos defesas neuróticas na tentativa de nos mantermos em equilíbrio. Mas estes mecanismos não são totalmente eficientes. Você engorda, se droga, bebe muito, projeta seus problemas nos outros, vive pendurado no celular, acredita em histórias de carochinha, defende-se como pode, tudo para não encarar a própria realidade. E quando alguém pergunta se é feliz, você declara em alto e bom tom que sim. Mas não sabe o que está dizendo. Qualquer observador mais atento verá que é apenas um disfarce, uma fraude. O único caminho para a felicidade é consequência de uma sincera dedicação em se tornar consciente de si. O resto é conversa!
Sergio Savian – psicanalista especializado em relacionamentos (agende uma consulta presencial ou à distância)

Como você lida com o sentimento de desamparo?

Ao se dar conta do lugar que ocupamos na imensidão do universo, é bem capaz que nos sintamos insignificantes e desamparados. Logo ao nascermos, ao sair do confortável aconchego uterino, experimentamos a vulnerabilidade diante da hostilidade deste mundo para o qual viemos. Problemas não faltam. A segurança é mais um mito que realidade, as incertezas são muitas. A morte é certa. Você pode esconder esta realidade por debaixo do tapete e ocupar-se o tempo todo para desviar do assunto. Alguns vivem correndo atrás do dinheiro, outros da fama, da beleza, muitas maneiras para sentir-se importante. Mesmo assim, um dia a casa cai e você se dá conta que tudo isso não é de verdade. Você se dá conta da sua insignificância diante do cosmos. E aprende a conviver com esta realidade. É assim que fica humilde para viver com mais simplicidade. É assim que fica pronto para reconhecer o que realmente importa. É assim que aprende a viver com mais amor. Admite seu desamparo, suporta a dor do vazio e se fortalece para viver com sabedoria.
Sergio Savian – psicanalista especializado em relacionamentos
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A generosidade alimenta o egoísmo

Nos acostumamos a pensar que o sujeito generoso é um cara bom e que o egoísta é quem está com problemas, mas não é bem assim. Sendo solícito o tempo todo você acostuma mal quem vive ao seu lado, estabelecendo uma relação desequilibrada, onde um só oferece e o outro só recebe. A generosidade é uma virtude humana, mas quando se torna um comportamento único, acaba trabalhando a favor da vaidade: “Olha como eu sou bom”, “Veja como sou desapegado”. Sendo excessivamente generoso você infantiliza quem vive ao seu lado, que recebe muita atenção, se acomoda, e não faz o próprio esforço para conquistar o que precisa. O egoísmo não existiria se não houvesse a generosidade. O generoso precisa de dependentes e o egoísta precisa de alguém que o ampare. Um não vive sem o outro. A base dos bons relacionamentos está no equilíbrio entre o dar e o receber. E isso só se alcança quando você para de olhar para fora de si e se dedica ao autoconhecimento. Somente assim se liberta de antigos conceitos e padrões, dando-se o direito de viver relações justas, quando o dar e o receber são exercidos pelos dois.
Sergio Savian – psicanalista especializado em relacionamentos
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A culpa pode ser do outro, mas a raiva é sua

Sentir raiva é humano, significa que você está vivo, que suas emoções estão funcionando. Se você é muito polido e educado e tem sua raiva completamente controlada, algo de muito errado está acontecendo. Sendo assim, qualquer um pode invadi-lo, pode manipulá-lo, pode passar a perna em você. Sem raiva, você não se protege, fica sem dignidade. Além disso, é a raiva que nos move para conquistar novos espaços. Você enfrenta os desafios, avança na vida. Este é o lado bom da raiva. Mas também existe o lado ruim. É quando você fica remoendo uma história por muito tempo, quando a raiva se transforma em ódio. Quando você fica obsessivo e só pensa na mesma coisa. Quando se torna vingativo. Faz planos para acabar com o outro. Resolva sua raiva o mais rápido possível, caso contrário ela o irá consumir. Você ficará doente. Sua vida se tornará um inferno. Um bom parâmetro é não deixar que a raiva se estenda por mais de 24 horas. Não deixe que ela passe para o dia seguinte. Faça alguma coisa. Vá para frente do espelho, olhe para seus olhos, e veja como você está feio quando sente raiva. A culpa pode ser do outro, mas a raiva é sua. Exatamente por isso, algo pode ser feito. Mude sua maneira de pensar. Vá correr no parque. Descarregue sua tensão e alimente seu ser de coisas boas. Livre-se da raiva e volte a ser o que você é na essência, um sujeito amoroso. Não é melhor assim?
Sergio Savian – psicanalista especializado em relacionamento
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