A autoestima é a base de relações saudáveis

Quando você não gosta de si, não sabe se defender, acaba aceitando qualquer tipo de relação. Você acha que não merece o amor e por isso faz qualquer negócio para garantir a presença do outro. Por isso, o primeiro passo é desenvolver uma boa relação consigo mesmo. Você é criativo e faz com que sua vida seja boa independentemente de estar só ou acompanhado. E quando seu parceiro ou parceira dá sinais de que não está interessado, quando o rejeita, você não vacila, fica na sua, até que ele(a) se aproxime de outra forma.  Com autoestima você tem claro que estar junto de alguém pode ser bom, mas estar consigo mesmo também é. Mas tome cuidado, pois este modo de pensar, quando é rígido, pode levá-lo à falta de tolerância e ao isolamento. Quando se relaciona você enriquece a vida, por isso, você precisa ter flexibilidade e discernimento. Se o outro o trata mal, afaste-se, mas se ele lhe estende a mão, aceite o convite. No próximo sábado, dia 11 de novembro, teremos mais um encontro do Seminário sobre o Amor, quando vamos trabalhar com técnicas regressivas para o reencontro com a autoestima. Se puder, participe. Não perca esta oportunidade.

Sergio Savian – psicanalista especializado em relacionamentos
(entre em contato pelo atendimento@sergiosavian.com.br)

Preguiça de amar

Depois de algumas experiências ruins ou até mesmo desastrosas muita gente simplesmente desiste de amar. Desenvolve um senso crítico bem aguçado e ninguém passa por seu crivo. Constrói uma enorme barreira, encontrando defeito em todos os que se aproximam. “Será?” é a pergunta que faze sempre que se depara com um “candidato”.  A desconfiança impera. Você acha que ninguém presta, que vai ser enganado, que ninguém é bom o suficiente para merecer sua atenção.  Tudo isso denota uma autoestima bastante arranhada. A verdade é que o amor faz parte da nossa natureza e só não flui por algum motivo que o fez bloquear, quer seja por fatos recentes ou por traumas antigos. Como a vida sem amor não tem graça, o ideal é que você faça uma boa reflexão, muitas vezes com o auxílio de um profissional, para descobrir o que está acontecendo. Quais são os motivos que o levaram a se afastar do amor? De onde vem sua preguiça de amar? Muitos não receberam amor suficiente na infância, alguns tiveram experiências amorosas bem conflituosas, outros foram mal educados, tornando-se extremamente egoístas.  Uma coisa é certa: amar vale a pena e se você, por algum motivo, desistiu, está perdendo uma das grandes possibilidades da vida.

Sergio Savian – psicanalista especializado em relacionamentos
(participe do Seminário sobre o Amor – informações e inscrições em atendimento@sergiosavian.com.br)

Com muita pressa você violenta o amor

A ansiedade é a marca do modo de vida atual. Corremos o tempo todo, sentindo-nos pressionados para cumprir metas, ganhar dinheiro e fazer tudo que nos é cobrado. Para quem vive em uma grande cidade como São Paulo isso se multiplica. O trânsito, a batalha por um espaço, a competição e o sentimento de insegurança nos deixa elétricos, pilhados. Mesmo assim, é muita gente que não desistiu de amar, mas não o consegue porque é impossível se dedicar a alguém quando você está muito ansioso. As relações pedem outro ponto de vista, pedem outro timing, pedem calma. Para acertar o passo com alguém é preciso ter paciência, tolerância, é preciso entender a linguagem do coração. O amor não combina com a pressa, tampouco é uma meta que devemos atingir. Ele pede que você desacelere para sentir, para reconhecer e aproveitar o momento presente. E aqui vale a pergunta da Rita Lee: “Que tal nós dois numa banheira de espuma?”.  E se vierem os conflitos, e é certo que virão, é preciso ter muita sabedoria para resolvê-los, e não descartar o que ainda não amadureceu. Então, se você deseja ter relações de qualidade, prepare-se:  reconheça sua ansiedade, dê um tempo na correria, exercite a paciência, e preste mais atenção em si e em quem está ao seu lado. Com muita pressa você violenta o amor.

Sergio Savian – psicanalista especializado em relacionamentos
(participe do Seminário sobre o amor – obtenha mais informações em atendimento@sergiosavian.com.br)

Você equilibra razão e emoção?

Na vida, existem dois pontos de vista: o objetivo e o subjetivo. Com objetividade, que envolve a racionalidade, fazemos planejamentos, controle financeiro, percebemos o mundo de maneira científica. Obviamente este é um lado indispensável, pois sem ele, não desenvolvemos uma base sólida para nossa existência. Mas, nem de longe, podemos viver somente assim. O outro lado, tão importante quanto, são as emoções, os sentimentos, o senso estético, a paixão e tudo que transcende o que é apenas concreto ou racional. Sem subjetividade a vida se torna insípida, sem sentido. Algumas pessoas, de um tipo, acabam se relacionando com outras, de outro tipo, para complementar aquilo que lhes falta. É bastante comum encontrarmos homens muito racionais, que se casam com mulheres bem emocionais, pois eles se atraem. Brigando com essas diferenças, suas vidas se tornam infernais, mas, se você compreender que o outro é mestre naquilo que ainda não desenvolveu, a relação se torna sábia.

Sergio Savian – psicanalista especializado em relacionamentos
(agende uma consulta presencial ou à distância)

Você aprendeu tomar conta de si?

No mundo animal, os filhotes são criados com todos os cuidados até que estejam aptos a batalhar por sua própria sobrevivência. Esta é a lei da natureza. De todos os mamíferos, nós, os humanos, somos os que mais demandam cuidados tanto ao nascer como nos primeiros anos de vida. Até aí está tudo bem. O problema começa quando os pais não permitem que seus filhos cresçam. Isso ocorre por alguns motivos. Pode ser que eles sejam muito medrosos e passem seus medos para os filhos. Também encontramos pais que, apesar de enfrentarem a vida com vigor, não querem que as crianças passem por muitas dificuldades, oferecendo-lhes tudo de mão beijada. Outros, muito carentes, sonham com a presença dos filhos ao seu lado para sempre. Com este tipo de pais, você nunca aprende a tomar conta de si. Mesmo quando casa, acaba exigindo que seu par assuma sempre a função paterna ou materna de protetor. E isso definitivamente não funciona bem.

Sergio Savian – psicanalista especializado em relacionamentos
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O ponto de virada

Para que um filme seja interessante é preciso que aconteça o que os roteiristas denominam turn point ou ponto de virada. Para que sua vida tenha a emoção de uma boa história, você precisa mudar seu curso. A tendência é repetir, repetir e repetir, sem criatividade. Assim, fica tudo muito chato, senão insuportável. Com um bom trabalho de autoconhecimento vai aumentando sua vontade de deixar para trás o que faz mal e se comprometer com o que realmente importa. A água deve ser aquecida até os cem graus antes de evaporar. E você deve aquecer a consciência até atingir seu turn point. Você chuta o pau da barraca, adotando um comportamento novo, a favor da vida. O negócio é surpreender, não somente os outros, mas principalmente você mesmo.
Sergio Savian – psicanalista especializado em relacionamento

A expansão da alma encontra-se no desconhecido

Cada um de nós vive em sua zona de conforto, o lugar previsível onde nos conhecemos bem, que controlamos, que dominamos. Mas tudo que é muito seguro tende à estagnação. Fica sem vida. Nem sempre este lugar é bom, pois é exatamente aí que você não cresce. Aliás, o lugar mais seguro que existe é o caixão. Dentro de todos nós pulsa uma grande vontade de expansão. Mas, para que isso ocorra, é preciso que você tenha uma boa relação com o desconhecido, onde você precisa ser criativo, desenvolver novas habilidades, onde se surpreende e até mesmo se apaixona. As situações externas pedem que façamos mudanças e, quando resistimos, passando do ponto, sofremos consequências desagradáveis, senão dramáticas, como é o caso da perda de um negócio ou até mesmo uma enfermidade. Ao analisarmos devidamente os sonhos encontraremos mensagens do nosso ser mais sábio que aponta para as transformações. Apesar disso, insistimos na paralisação, e não mudamos. Cria-se assim um enorme conflito entre a alma, que deseja expansão, e a personalidade que resiste em mudar. Por isso, se você pretende viver em harmonia consigo mesmo, com alegria e fluidez, reveja a sua relação com o desconhecido.
Sergio Savian – psicanalista especializado em relacionamento
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Não existem atalhos para o crescimento pessoal

Cada um de nós encontra-se em um ponto bem específico da evolução. Você pode até tentar alguns atalhos, desviando-se da rota, mas não dá certo. Mais cedo ou mais tarde seremos redirecionados para o aprendizado e o crescimento. Você fica doente, os negócios não dão certo, fica desempregado, o amor não fui. É assim que se dá conta dos seus equívocos. Não tem jeito. Para lidar com as contradições e conflitos, as crianças vão construindo uma personalidade baseada em mecanismos de defesa. Famílias neuróticas, sociedades neuróticas, valores questionáveis, repressão, buling, moralismo, tudo isso nos leva a criar o ego, que é uma tentativa de sobreviver ao meio de tantas dificuldades. Este ego, porém, é somente um arranjo, mas não é, nem de longe, quem você realmente é. Com bastante dedicação ao autoconhecimento, fazemos o caminho de volta, identificando tudo aquilo que não somos e, pouco a pouco, retornamos ao self, nosso ser pleno. Da mesma forma que todo rio tem como destino o oceano, mesmo que não percebamos, nós fluímos o tempo todo para a verdade.
Sergio Savian – psicanalista especializado em relacionamento

As aparências enganam

Nunca se mentiu tanto. O que vale é o interesse próprio, sem compromisso com a verdade. Você edita a imagem, edita o que escreve, o que fala. Tudo não passa de um jogo de palavras. Uns se fazem de vítimas, não assumindo os próprios erros, acusando os outros, distorcendo os fatos. Acusam, quando são eles os verdadeiros culpados. Outros pousam de bonzinhos, quando no fundo são crápulas. Sem contar os sedutores de plantão que prometem mundos e fundos, e depois de obterem o que desejam, simplesmente descartam os ingênuos que neles acreditaram. Por tudo isso, mais do que nunca, precisamos colocar a atenção no que está além das palavras; desenvolver a inteligência emocional, percebendo o que se esconde por detrás do discurso. Na ilusão de conseguir o que queremos sem esforço, compramos gato por lebre. Mas, só nos livraremos de tanto engodo aumentando a consciência, com os olhos e ouvidos bem abertos para entender quem somos, além das aparências, que nos enganam quase sempre. E nada como um dia após o outro para mostrar quem as pessoas realmente são. Não tire conclusões precipitadas!
Sergio Savian – psicanalista especializado em relacionamento
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Cada um por si e todo mundo só

Uma cena patética com a qual nos acostumamos são pessoas totalmente focadas em seus aparelhos celulares, caminhando feito loucas, falando sozinhas, desconectadas do que está à sua frente. Qualquer pokemon é mais importante que os seres humanos ao seu lado. Estão presas ao buraco negro virtual que não permite estabelecer relações reais, cara a cara. A cultura narcisista de cada um por si, promove a ideia que nos bastamos e não precisamos dos outros. É muito informação e pouco aprofundamento, pouco amor. Narciso ficou embebedado com sua própria imagem no lago e os narcisos de plantão estão apaixonados por suas poses, caras e bocas na internet. É certo que as comunicações estão cada vez melhores, mas, as relações se tornam extremamente superficiais. Será que é possível compreender o que está acontecendo entre duas pessoas nas poucas linhas do Whatsapp? Você não vê o que os olhos expressam, não observa a atitude corporal, nem sempre ouve a entonação do que se diz. Nunca se mentiu tanto. Você diz uma coisa enquanto está fazendo outra. Produto disso são sentimentos desconectados, a sensação de vazio e isolamento. Nos misturamos com as máquinas e nos tornando parecidos com elas. Sobra uma enorme frustração que só será resolvida quando entendermos que somos feitos de carne, osso, coração, olhos, ouvidos, pele, sentimentos e uma alma que clama por sua presença.
Sergio Savian – psicanalista especializado em relacionamentos
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